DLSS 5 estreia com NBA 2K27 na RTX 50 — e a RTX 60 segue mirando 2028
A Nvidia lançou oficialmente o DLSS 5 em 3 de setembro, com o recurso estreando em NBA 2K27. Segundo a Nvidia, a nova versão introduz o chamado 3D-Guided Neural Rendering, técnica que usa IA para gerar iluminação e materiais mais realistas em tempo real a partir do próprio frame renderizado pelo jogo. O recurso já está disponível em toda a linha desktop e notebook GeForce RTX 50, além de assinantes do GeForce NOW Ultimate — mas, como a própria fabricante frisa, não funciona em placas de gerações anteriores.
A recepção, porém, está longe de ser unânime. De acordo com a Engadget, poucos recursos da Nvidia geraram reação tão negativa quanto o DLSS 5 depois que as primeiras demonstrações, em Resident Evil: Requiem e Starfield, mostraram resultados classificados como “uncanny” — rostos alterados de forma artificial demais. A publicação reconhece que os exemplos em NBA 2K27 pareceram mais sutis e convincentes, mas mantém a ressalva de que o resultado final depende muito da moderação de cada estúdio ao aplicar a tecnologia.
Chama atenção o fato de o DLSS 5 ter chegado sem nenhuma placa nova para acompanhá-lo — a tecnologia roda inteiramente sobre GPUs RTX 50 já existentes. Isso é consistente com reportagens publicadas ao longo de 2026, como a do TheFPSReview, com base em apuração do The Information, segundo as quais a Nvidia não deve lançar nenhuma GPU gamer nova durante todo o ano — e a próxima geração, a RTX 60, também deveria entrar em produção em massa apenas em 2028. A explicação apontada é a mesma de sempre em 2026: escassez de memória (DRAM e HBM) provocada pela demanda da própria Nvidia por chips de IA, que leva a empresa a priorizar data centers em vez de GPUs gamer. Vale registrar que a Nvidia nunca confirmou oficialmente esse cronograma.
Enquanto isso, o preço das GPUs atuais segue subindo. Segundo levantamento do TechPowerUp, publicado em 1º de setembro com base em dados da TechSpot coletados em dez países, o preço médio das GPUs subiu 15% em um único mês, e a RTX 5090 — cujo preço sugerido pela Nvidia segue em US$ 1.999 — já custa quase US$ 5.000 na configuração mais barata disponível nos EUA, uma alta de 145% sobre o preço sugerido no mercado americano e de 136% na média global. O levantamento aponta o mesmo culpado de sempre: a produção de memória GDDR7 sendo redirecionada para hardware de IA. Com a RTX 60 ainda a cerca de dois anos de distância, nada indica que esse cenário deva mudar tão cedo.