Os melhores jogos de 2026 até agora — e onde assistir cada um deles decolar (ou tropeçar)
Com mais da metade de 2026 no retrovisor, dá pra olhar pra trás e separar o que realmente marcou o ano dos lançamentos que só fizeram barulho por uma semana. Reunimos os nomes que mais apareceram nas nossas coberturas — e o que cada um provou (ou não) entregar.
No topo em volume de vendas está Crimson Desert: 5 milhões de cópias na primeira semana, um mundo aberto gigantesco, mas uma recepção crítica mais morna (77-78 no Metacritic) do que os números de venda sugeririam. É o tipo de jogo que todo mundo comprou, mas nem todo mundo terminou satisfeito.
Na disputa por "melhor reviravolta de franquia", Silent Hill f e Resident Evil Requiem dividem o pódio: o primeiro devolveu prestígio a uma série que vinha de anos difíceis, ambientado no Japão dos anos 1960 e escrito por Ryukishi07; o segundo bateu recorde de velocidade de vendas pra um Resident Evil numerado, ultrapassando 6 milhões de cópias em semanas.
Já Death Stranding 2: On the Beach ficou com o prêmio de "sequência que realmente ouviu feedback" — nota 89 no Metacritic e 95% de aprovação no lançamento da Steam, resolvendo boa parte do que travava o ritmo do primeiro jogo sem abandonar a estranheza que faz a série ser única.
E o "fenômeno que ninguém viu vindo" fica com Battlefield 6: maior lançamento de FPS em anos, mais vendido dos EUA em 2025 — só que também o retrato mais claro de como hype gigante não garante retenção, com uma queda de 90% nos jogadores simultâneos em menos de um ano. A lição desse primeiro semestre: vender muito e ser bom são coisas cada vez mais independentes uma da outra.