← Artigos
REVIEW

Onimusha: Way of the Sword recebe notas altas da crítica, mas divide opiniões sobre ritmo

🏆 1 artigos lidos no BitsRAM — continue a sequência

Onimusha: Way of the Sword, primeiro jogo principal da série desde 2006, chegou às lojas em 4 de setembro de 2026 e recebeu uma recepção majoritariamente positiva da crítica internacional. Segundo o Metacritic, a média agregada do jogo está na faixa de 83 a 89 pontos dependendo da plataforma — 83 no PC, 85 no PlayStation 5, 83 no Xbox Series X|S e 89 no Switch 2, a melhor nota entre as versões — classificando o título como "Geral Favorável". A IGN chegou a dar nota máxima, 10/10, à sua análise do jogo.

Espadas katana e tachi expostas em vitrine de museu, com tsubas ao fundo
Espadas katana e tachi expostas em vitrine de museu, com tsubas ao fundo — Foto de Ingersoll via Wikimedia Commons (domínio público)

O consenso entre os veículos é que, apesar de aparências externas que remetem a jogos do estilo souls-like, Way of the Sword não deve ser encarado como um. O próprio diretor Satoru Nihei já afirmou publicamente que o jogo não pretende ser um souls-like, e a crítica concorda: o combate é reativo, apoiado fortemente em esquiva e parry, mas construído na tradição dos jogos de ação japoneses (character action), sendo exigente sem ser punitivo como os títulos da FromSoftware. A Nintendo Life, que deu nota 9/10 à versão de Switch 2, descreveu o combate mais lento e deliberado como algo que "parece ótimo, especialmente ao encadear vários deflects em sequência antes de cortar o inimigo ao meio".

As lutas contra chefes, muitas inspiradas em figuras históricas como Sasaki Ganryu e Benkei, aparecem como o ponto alto citado de forma consistente nas análises, tanto nas mais entusiasmadas quanto nas mais mornas. Já a GamesRadar+ resumiu o jogo como "não é nenhum Sekiro, mas o humor, a acessibilidade e o combate preciso fazem esse diamante bruto brilhar", numa crítica que reconhece falhas sem deixar de recomendar a experiência.

Nem tudo foi elogio unânime. Parte da crítica, incluindo a Polygon, descreveu a campanha como "um excelente jogo de ação de 12 horas esticado até virar uma maratona de 25 horas", citando encontros repetidos com chefes secundários que nem sempre têm justificativa narrativa clara dentro da estrutura mais aberta que a Capcom adicionou à série. A dublagem em inglês também dividiu opiniões: o elenco de apoio foi bem recebido, mas o sotaque britânico escolhido para o protagonista Musashi não agradou a todos os analistas, ainda que as vozes em japonês tenham sido descritas como mais fiéis ao tom do material original.

Próximo State of Play de setembro: Sony confirma data de Metro 2039, revela Maneater 2 e libera Keeper de surpresa no PS5 →