Silent Hill f já vendeu mais de 2 milhões de cópias — e devolveu o terror à franquia
Silent Hill f chegou em setembro de 2025 carregando um peso enorme: era o primeiro jogo numérico da franquia em mais de uma década, e vinha assinado por um roteirista de fora da Konami — Ryukishi07, criador de Higurashi. O resultado surpreendeu até os fãs mais desconfiados: mais de 2 milhões de cópias vendidas globalmente até maio de 2026.
A ambientação é o maior salto criativo da série: em vez das cidades americanas nebulosas de sempre, a ação se passa numa pequena cidade japonesa dos anos 1960, seguindo a estudante Hinako Shimizu enquanto ela explora um lugar tomado por uma neblina que distorce a realidade. O design de criaturas e personagens ficou a cargo de kera, dando ao jogo uma identidade visual própria dentro do universo Silent Hill.
Mecanicamente, o jogo mantém o combate corpo a corpo cru e desconfortável que já era marca da mais recente onda de survival horror, mas aposta em uma direção de arte que mistura beleza e podridão — flores desabrochando em cadáveres, quimonos rasgados, uma estética que a Konami resume na campanha de marketing como "encontrar beleza no terror".
Pra uma franquia que colecionou mais tropeços do que acertos na última década, Silent Hill f é a prova de que ainda existe público — e talento — pra fazer o nome voltar a significar algo. Resta saber se a Konami vai saber capitalizar esse momento com o próximo capítulo, Silent Hill: Townfall, já anunciado.